Archive for category dia mundial do teatro

DIA MUNDIAL DO TEATRO

Dia Mundial do Teatro (2)

Teatro Estúdio Fontenova  apresenta a peça “O Homúnculo”, de Natália Correia

Sobre o espetáculo:
“O Homúnculo” de Natália Correia foi apreendido pela PIDE após a sua primeira e única edição em 1965, e, até ao momento nunca foi representado por nenhuma companhia profissional. 
Em 2015 a publicação do texto fará 50 anos, relembrando a versatilidade de Natália dramaturga, a sua contemporaneidade e cruzamento entre palavra poética e linguagens cénicas, o Teatro Estúdio Fontenova leva à cena esta tragédia jocosa em forma sátira política contando para tal com a dramaturgia de Armando Nascimento Rosa.
Era uma vez um país tão perto no espaço e no tempo que nos basta nada fazer para lá irmos parar. 
Esse país não vem no mapa, a sua geografia habita nas memórias e cicatrizes de um povo artesão especialista em fundir o mito com a realidade.
Nesse país há um homem que impõe a sua vontade e governa acima de todos os outros, será que um só homem consegue manter o poder sobre 10 milhões de almas?

Encenação: José Maria Dias | Dramaturgia: Armando Nascimento Rosa | Interpretação: Bruno Moraes, Eduardo Dias, Ricardo Guerreiro Campos e Sara Costa | Cenografia: Ricardo Guerreiro Campos

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Dia Mundial do Teatro 2014. Autor da mensagem da UNESCO confronta mercados com poder da arte

O dramaturgo sul-africano Brett Bailey, autor da mensagem do Dia Mundial de Teatro, difundida pelo Instituto Internacional do Teatro, no âmbito da UNESCO, questiona se os mercados têm medo dos artistas do palco.


Desde que existe sociedade humana, existe o irreprimível espírito da representação. Debaixo das árvores, nas pequenas cidades e sobre os palcos sofisticados das grandes metrópoles, nas entradas das escolas, nos campos, nos templos; nos bairros pobres, nas praças públicas, nos centros comunitários, nas caves do centro das cidades, as pessoas reúnem-se para comungar da efeméride do mundo teatral que criámos para expressar a nossa complexidade humana, a nossa diversidade, a nossa vulnerabilidade, em carne, em respiração e em voz.

Reunimo-nos para chorar e para recordar; para rir e para comtemplar; para ouvir e aprender, para afirmar e para imaginar. Para admirar a destreza técnica, e para encarnar deuses. Para recuperar o folego coletivo, na nossa capacidade para a beleza, a compaixão e a monstruosidade. Vive??mos pela energia e pelo poder. Para celebrar a riqueza das várias culturas e para afastar as fronteiras que nos dividem.
Desde que existe sociedade humana, existe o irreprimível espírito da representação.
Nascido na comunidade, veste as máscaras e os trajes das mais variadas tradições. Aproveita as nossas línguas, os ritmos e os gestos, e cria espaços no meio de nós. E nós, artistas que trabalhamos o espírito antigo, sentimo-nos compelidos a canalizá-lo pelos nossos corações, pelas nossas ideias e pelos nossos corpos para revelar as nossas realidades em toda a sua concretude e brilhante mistério.
Mas, nesta ERA em que tantos milhões lutam para sobreviver, está-se a sofrer com regimes opressivos e capitalismos predadores, fugindo de conflitos e dificuldades, com a nossa privacidade invadida pelos serviços secretos e as nossas palavras censuradas por governos intrusivos; com as florestas a ser aniquiladas, as espécies exterminadas e os oceanos envenenados.
O que é que nos sentimos obrigados a revelar?
Neste mundo de poder desigual, no qual várias hegemonias tentam convencer-nos que uma nação, uma raça, um género, uma preferência sexual, uma religião, uma ideologia, um quadro cultural é superior a todos os outros, será isto realmente defensável? Devemos insistir que as artes sejam banidas das agendas sociais?
Estaremos nós, os artistas do palco, em conformidade com as exigências dos mercados higienizados ou será que têm medo do poder que temos para limpar um espaço nos corações e no espirito da sociedade, reunir pessoas, para inspirar, encantar e informar, e para criar um mundo de esperança e de colaboração sincera?

                                                                                                                                                                                                                       Brett Bailey

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Dia Mundial do Teatro – 27 de Março no Teatro das Beiras

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A peça de Bernard-Marie Koltés, apresenta o encontro de dois seres que vagueiam na noite, estrangeiros e marginalizados. Numa esquina de uma cidade qualquer, um homem que, sem ter para onde ir e completamente ensopado pela chuva, tenta comunicar com outro homem na rua, estabelecer um contacto humano em condições desumanas de sobrevivência. Quem será esse interlocutor? Pode ser o próprio espectador ou ainda um duplo do personagem, um espectro?

Texto: Bernard-Marie Koltés | Tradução: Eduardo Dias | Encenação, Espaço cénico e Desenho de luz: José Maria Dias | Interpretação: Eduardo Dias | Figurino: Graziela Dias | Realização, Vídeomapping, Assistência de encenação e Operação de som: Leonardo Silva | Banda Sonora: Leonardo Silva e Pedro Angelino | Foto: Eva Pereira. 

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Celebrações do Dia Mundial do Teatro

O Teatro das Beiras celebrou o Dia Mundial do Teatro com a habitual leitura da mensagem do Dia Mundial do Teatro e com a distribuição dos brinquedos recolhidos nos últimos meses pelas instituições da Covilhã – a Casa do Menino Jesus, Patronato de Nossa Senhora da Conceição e a Centro de Apoio de Crianças Carenciadas e Idosos de Cortes do Meio.

Para fechar a noite apresentamos o espetáculo “Contra- Relógio”.

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Dia Mundial do Teatro – Vamos festejar o Teatro!

No dia 27 de março – Dia Mundial do Teatro, apresentamos o espetáculo “Contra-Relógio”, às 21h30 no auditório do Teatro das Beiras, com entrada gratuita.

Mensagem do dia mundial do Teatro:

Sinto-me honrado por ter sido convidado pelo Instituto Internacional de Teatro (ITI), órgão da UNESCO, para escrever esta mensagem, na comemoração do 50º aniversário do Dia Mundial do Teatro. Vou tecer os meus breves comentários aos meus companheiros trabalhadores de teatro, colegas e camaradas:
– Que a vossa arte seja atraente e original.
– Que ela seja profunda, comovente, contemplativa e única.
– Que ela nos possa ajudar a reflectir sobre a questão do que significa hoje o ser humano, e como essa reflexão pode ser acompanhada com o coração, a sinceridade, a franqueza e a graça.
– Que possam superar a adversidade, a censura, a pobreza e o niilismo, como muitos de vós certamente terão de o fazer.
– Que sejam abençoados com o talento e o rigor para nos ensinar sobre o bater do coração em toda a sua complexidade, e a humildade e curiosidade para fazer o trabalho das vossas vidas.
E que o melhor de vós – para cada um será o melhor de si, e mesmo assim só nos momentos mais raros e mais breves – ter sucesso na hora de pensar a mais básica das perguntas: “Como é que vamos viver?”
Merda!!!

John Malkovich


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Dia Mundial do Teatro

O Dia Mundial do Teatro é comemorado a 27 de Março. Uma das mais importantes manifestações desta comemoração é a difusão da mensagem escrita por uma personalidade de dimensão mundial, convidada pelo Instituto Internacional do Teatro, para partilhar as suas reflexões. Esta mensagem é traduzida em mais de vinte línguas e lida perante milhares de espectadores antes dos espectáculos de 27 de Março, nos teatros do mundo Inteiro.

Este ano a personalidade escolhida foi a africana Jessica Atwooki Kaahwa.

Nota Biográfica de Jessica Atwooki Kaahwa

Professora titular no Departamento de Música, Dança e Teatro da Universidade de Makerere, no Uganda. É doutorada em Teatro, História, Teoria e Crítica pela Universidade de Maryland, nos EUA.

Dramaturga, actriz e directora do teatro académico, escreveu mais de 15 peças de teatro, televisão e rádio.

Distingue-se pelo seu trabalho humanitário. Utiliza o teatro como meio de desenvolvimento humano e como força construtiva em zonas de conflito.

Esta personagem multilingue é acérrima defensora dos direitos humanos, da igualdade de género e da paz.

Mensagem do Dia Mundial do Teatro
O TEATRO AO SERVIÇO DA HUMANIDADE
por Jessica Atwooki Kaahwa

Este é o momento exacto para uma reflexão sobre o imenso potencial que o Teatro tem para mobilizar as comunidades e criar pontes entre as suas diferenças.

Já, alguma vez, imaginaram que o Teatro pode ser uma ferramenta poderosa para a reconciliação e para a paz mundial?

Enquanto as nações consomem enormes quantidades de dinheiro em missões de paz nas mais diversas áreas de conflitos violentos no mundo, dá-se pouca atenção ao Teatro como alternativa para a mediação e transformação de conflitos. Como podem todos os cidadãos da Terra alcançar a paz universal quando os instrumentos que se deveriam usar para tal são, aparentemente, usados para adquirir poderes externos e repressores?

O Teatro, subtilmente, permeia a alma do Homem dominado pelo medo e desconfiança, alterando a imagem que tem de si mesmo e abrindo um mundo de alternativas para o indivíduo e, por consequência, para a comunidade. Ele pode dar um sentido à realidade de hoje, evitando um futuro incerto.

O Teatro pode intervir de forma simples e directa na política. Ao ser incluído, o Teatro pode conter experiências capazes de transcender conceitos falsos e pré-concebidos.

Além disso, o Teatro é um meio, comprovado, para defender e apresentar ideias que sustentamos colectivamente e que, por elas, teremos de lutar quando são violadas.
Na previsão de um futuro de paz, deveremos começar por usar meios pacíficos na procura de nos compreendermos melhor, de nos respeitarmos e de reconhecer as contribuições de cada ser humano no processo do caminho da paz. O Teatro é uma linguagem universal, através da qual podemos usar mensagens de paz e de reconciliação.

Com o envolvimento activo de todos os participantes, o Teatro pode fazer com que muitas consciências reconstruam os seus pré-conceitos e, desta forma, dê ao indivíduo a oportunidade de renascer para fazer escolhas baseadas no conhecimento e nas realidades redescobertas.

Para que o Teatro prospere entre as outras formas de arte, deveremos dar um passo firme no futuro, incorporando-o na vida quotidiana, através da abordagem de questões prementes de conflito e de paz.

Na procura da transformação social e na reforma das comunidades, o Teatro já se manifesta em zonas devastadas pela guerra, entre comunidades que sofrem com a pobreza ou com a doença crónica.

Existe um número crescente de casos de sucesso onde o Teatro conseguiu mobilizar públicos para promover a consciencialização no apoio às vítimas de traumas pós-guerra.

Faz sentido existirem plataformas culturais, como o Instituto Internacional de Teatro, que visam consolidar a paz e a amizade entre as nações.

Conhecendo o poder que o Teatro tem é, então, uma farsa manter o silêncio em tempos como este e deixar que sejam “guardiães” da paz no nosso mundo os que empunham armas e lançam bombas.

Como podem os instrumentos de alienação serem, ao mesmo tempo instrumentos de paz e reconciliação?
Exorto-vos, neste Dia Mundial do Teatro, a pensar nesta perspectiva e a divulgar o Teatro, como uma ferramenta universal de diálogo, para a transformação social e para a reforma das comunidades.

Enquanto as Nações Unidas gastam somas colossais em missões de paz com o uso de armas por todo o mundo, o Teatro é uma alternativa espontânea e humana, menos dispendiosa e muito mais potente.

Não será a única forma de conseguir a paz, mas o Teatro, certamente, deverá ser utilizado como uma ferramenta eficaz nas missões de paz.


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Comemorações Dia Mundial do Teatro no Seixal:”Ay Carmela!”

A data é assinalada um pouco por todo o Seixal, com espectáculos que celebram a arte teatral e que são dirigidos a todos os públicos.

A Animateatro, O Grupo, o Teatro das Beiras (Covilhã), a Almagesto, o grupo Spotlight on US e o Harém de Teatro (Brasil) são as companhias que vão apresentar as suas peças no Seixal durante as comemorações.

“Anne Frank, Um Diário”, “Rastros de Oiro”, “Ay Carmela!”, “A Última Noite de Florbela”, a estreia de “Bang, estás morto”, “Heidi” e “Quando as Máquinas Param”, sobem ao palco por estes dias.

Ay Carmela!
Teatro das Beiras (Covilhã)
19 de Março, sábado
21.30 horas
M/ 16 anos
Entrada: 6 euros
Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal
Perdidos numa noite de nevoeiro e fome, dois anónimos “artistas de variedades”, caem em território inimigo. Aí, em troca da liberdade, são obrigados a apresentar o seu espectáculo às tropas vencedoras e aos prisioneiros vencidos. Que fazer à representação para sobreviver em tão díspar plateia? Como resistir ou ceder sem abalar a dignidade?

 

Mais informações:

http://www.cm-seixal.pt/CMSEIXAL/CULTURA/PROJECTOS/11CUL_Pro_DiaMundialTeatro.htm

http://www.roteirodoseixal.com/jornal_not.php?n_id=835

 

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Espectador 200.000 no Dia Mundial do Teatro

O Dia Mundial do Teatro foi celebrado pelo Teatro das Beiras, em conjunto com o Município de Seia, com o espectáculo “A Neve”, uma adaptação e encenação de José Carretas do livro “Contos” de Vergílio Ferreira.

O espectáculo apresentado em 27 de Março, na Casa Municipal de Cultura de Seia, foi de comemoração, também para o Teatro das Beiras que recebeu o espectador 200.000. Este espectador terá honras de convidado na próxima produção da Companhia, a peça “Ay Carmela!” de José Sanchis Sinisterra, com estreia a 15 de Abril, pelas 21:30, no Auditório do Teatro das Beiras.

“Ay Carmela!” com encenação de Gil Salgueiro Nave, conta com a interpretação de Fernando Landeira e Sónia Botelho. “Ay, Carmela!”, é hoje um texto teatral que ganhou foros de referência obrigatória quando tratamos de abordar a criação dramatúrgica dos finais do Séc. XX. Com edições traduzidas para inúmeros idiomas (alemão, francês, grego, inglês, sueco, turco, entre outros), este texto tem dado origem a um conjunto indistinto de criações teatrais um pouco por todo o mundo.

Situando a acção num contexto de confronto de carácter político e ideológico, num momento particularmente difícil para a história da humanidade, “Ay, Carmela!”, propõe-nos uma reflexão sobre questões e temas absolutamente intemporais.

A condição da arte e dos seus protagonistas perante as circunstâncias envolventes do poder. A ética dos valores não discricionários, a cultura democrática das sociedades contemporâneas, os movimentos sociais, têm em “Ay, Carmela!”, um desafio à memória como exercício de fecunda aprendizagem.

Perdidos numa noite de nevoeiro e fome, dois anónimos “artistas de variedades”, caem em território “inimigo”. Aí, em troca da “liberdade”, são obrigados a apresentar o seu espectáculo às tropas vencedoras e aos prisioneiros vencidos. Que fazer à representação para “sobreviver” em tão díspar plateia? Como resistir ou ceder sem abalar a dignidade?

José Sanchis Sinisterra na indagação pelos territórios obscuros da teatralidade, dos seus limites e fronteiras, organiza um “material cénico” desafiador da sensibilidade e inteligência dos espectadores.

Fotos de ensaio do espectáculo "Ay Carmela!"

Ficha técnica:

Encenação: Gil Salgueiro Nave | Interpretação: Fernando Landeira e Sónia Botelho | Cenografia e Figurinos: Luís Mouro | Desenho de Luz: Vasco Mósa

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Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2010

O Dia Mundial do Teatro é uma oportunidade para celebrar o Teatro nas suas múltiplas formas. O Teatro é uma fonte de divertimento e de inspiração e tem a capacidade de unificar as numerosas populações e culturas existentes no mundo. Mas é mais do que isso e também oferece oportunidades para educar e informar.

O Teatro é feito por todo o mundo e nem sempre nos espaços tradicionais de teatro. Os espectáculos podem acontecer em uma pequena aldeia de África, no sopé de uma montanha da Arménia, em uma pequena ilha do Pacífico. Só precisa de um espaço e de público. O Teatro tem o dom de nos fazer sorrir, de nos fazer chorar, mas também deve fazer-nos pensar e reflectir.

O Teatro faz-se com trabalho de equipa. Vêem-se os actores, mas existe um conjunto extraordinário de pessoas que não é visto. Elas são tão importantes como os actores e são as suas competências diversas e específicas que permitem que o espectáculo aconteça. Devem receber parte do triunfo e sucesso que se espera obter.

O dia 27 de Março é a data oficial do Dia Mundial do Teatro. Mas todos os dias deviam ser considerados, de maneiras diferentes, como um dia de Teatro, pois temos a responsabilidade de continuar essa tradição de divertimento, de educação e de edificação dos nossos públicos, sem os quais nós não poderíamos existir.

Dame Judi Dench

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