Teatro das Beiras

Quando em Abril de 1975 apresentámos o nosso primeiro espectáculo estávamos muito longe de imaginar a aventura que iríamos protagonizar. E foram mais de três dezenas de espectáculos montados e 400 representações efectuadas por todo o país numa atitude mais de amor e convicção que de certezas e afirmações: o grupo de teatro amador era a aventura de um exercício de liberdade no Portugal renovado e democrático. Os festivais e ciclos de teatro, os Actos na Montanha, a programação de espectáculos de teatro, música e dança, as sessões de cinema, as feiras do livro são também eles parte da história do GICC. Dando corpo a uma estrutura mais consolidada e de maior eficácia, respondendo às carências culturais desta vasta região, o grupo candidata-se ao apoio da Secretaria de Estado da Cultura para estruturas profissionais e adquire o estatuto de companhia profissional de teatro em 1994, iniciando uma nova caminhada na produção regular de espectáculos de teatro, trabalho esse reconhecido pelo público, instituições públicas e privadas. E desta aposta falam os números: em quinze anos a companhia produziu 54 espectáculos e realizou mais de 1.900 representações, participamos na organização da Capital do Teatro no Distrito de Castelo Branco, editamos textos de teatro, organizamos várias edições Festival de Teatro da Covilhã, exposições, colóquios, etc. O Teatro das Beiras orgulha-se do percurso realizado e planeia o futuro com grande sentido de responsabilidade, mantendo intactas as suas convicções, enraizadas na consciência de quem presta um serviço público, sabendo que só o poderá fazer de uma forma livre e eticamente intocável.

CONCERTOS NO PATRIMÓNIO, dia 12 de maio, no Teatro das Beiras

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O Teatro das Beiras recebe amanhã, dia 12, às 21h30, o SÍNTESE – Grupo de Música Contemporânea, com “Concertos no Património”, com interpretação de Carisa Marcelino (acordeão) e Rogério Peixinho (violoncelo).

Sobre “Concertos no Património”:

A fruição de ideias musicais fora dos grandes meios urbanos cria uma cultura própria, influenciada pelo meio circundante que se estabelece no quotidiano e no qual o Síntese – Grupo de Música Contemporânea intervém, distinguindo-se assim da política cultural de mera importação artística.
O Património Musical da Humanidade é neste concerto, referenciado e partilhado com o público da Grande Música Contemporânea Mundial.
O séc. XX foi pródigo na ascensão de novas estruturas e agrupamentos instrumentais, com múltiplas combinações. O acordeão e o violoncelo, como duo, revelaram-se no último quartel deste século com obras emblemáticas de compositores de referência. Assim, tornou-se obvia a junção destes dois músicos, Carisa Marcelino e Rogério Peixinho para a participação e consecução deste projecto musical.
As obras a apresentar, embora salvaguardando a diversidade como ponto fulcral, são escolhas estéticas que compreendam música com erudição, actual e com pressupostos artísticos e científicos considerados válidos.

 

 

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“Clube dos Pessimistas”de Abel Neves no Teatro das Beiras

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ESTREIA
CLUBE DOS PESSIMISTAS, de Abel Neves

22.abril | 21h30
em cena: 22 e 23.abril, 26 a 30.abril, 4 a 7.maio > 21h30
COVILHÃ > Auditório Teatro das Beiras  

Um clube…parece um lugar próximo, possível…não fora a extravagância do seu conceito, dos seus intuitos, dos seus serviços e a bizarria comummente partilhada pelos seus corpos sociais e pelos seus utilizadores. Poder-se-ia dizer tratar-se de um lugar tão vulgar como qualquer outro, um clube. Mas este é um clube estranho…onde simultaneamente se disponibilizam serviços funerários, botões, linhas, “retrosarias” várias, onde em tom de irónica comédia se receita o pessimismo como forma de olhar para o mundo sustentando a sigla “quanto pior, melhor”. “Vendas e consultadoria” prescrevem este ideal como antídoto para todos os males induzindo soluções ainda piores. Simultaneamente as novas tecnologias marcam presença neste lugar soturno carregado de anacronismos e contradições, propondo uma feliz e antagónica coexistência sob o lema “em frente está o abismo. Avancemos!”
Personagens estranhos num mundo estranho e simultaneamente tão próximo e real, sustentam uma metafórica dissertação sobre o estado civilizacional do tempo que nos é dado a viver. O nosso tempo.

Autor: Abel Neves | Encenação: Gil Salgueiro Nave | Cenografia, Figurinos e Cartaz: Luís Mouro | Desenho de luz: Jay Collin | Canções e Sonoplastia: Helder F. Gonçalves | Assistente de cenografia e figurinos: Joana Forte | Costureira: Amélia Cunha | Fotografia: Paulo Nuno Silva | Vídeo: Ivo Silva | Operação de Luz e Som: Jay Collin | Apoio à produção: Celina Gonçalves| Interpretação: Cláudia Lázaro, Miguel Telmo e Sónia Botelho

Agradecimentos: Isabel Bilou, Carmen Cabeleireiros, INATEL Covilhã, Rubrica

Duração: 80 minutos                                                                                                                                 Espetáculo para maiores 12 anos

Reservas pelo telefone 275 336 163

 

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“Cavaleiro, procura-se!” em Cáceres e Sevilha

Cavaleiro, Procura-se

O Teatro das Beiras inicia o mês de abril com a apresentação da peça “Cavaleiro, procura-se!” em Espanha.

No dia 2 de abril, às 18h, em Casar de Cáceres (La Nave del Duende), no âmbito do Circuito Ibérico e no dia 3 de abril, às 13h, em Sevilha (La Fundición), no âmbito da II Mostra de Teatro Português.

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Festival de Teatro da Covilhã 2015, de 30 de outubro a 7 de novembro

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O Festival de Teatro da Covilhã 2015 está a chegar! A partir de sexta feira, 30 de outubro recebe a ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve, Companhia de Teatro de Braga, Jangada Teatro, Teatro Extremo, Karlik Danza Teatro, Teatro do Montemuro, Cendrev e Peripécia Teatro. O Teatro das Beiras apresenta o espetáculo “Cavaleiro, procura-se!“. O Festival de Teatro da Covilhã 2015 despede-se a 7 de novembro, com um concerto com os Miss Manouche.

A festa do Teatro está na Covilhã e é consigo que a queremos celebrar!

Reserve o seu lugar através do telefone 275 336 163 ou para o email geral@teatrodasbeiras.pt. Toda a informação sobre o programa disponível aqui.

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Teatro das Beiras em digressão com “Loa, xácara e bugiganga”

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Depois de ter sido apresentado no Norte do país e Alentejo, o espetáculo “Loa, xácara e bugiganga”, de Calderón de la Barca regressa à região, com apresentações na Guarda (Auditório da Biblioteca Municipal – ao ar livre), a 24 de julho, em Gouveia, a 25 de julho, na Boidobra, a 28 de julho e na Covilhã (Auditório da Martir-in-Colo), a 31 de julho.

Sobre o espetáculo:

Um teatro de todos os tempos.

A extensa obra teatral de Calderón de la Barca (1600-1681) é um legado cultural inalienável da humanidade e constitui ainda hoje um “material“ cénico motivador e inspirador, ocupando permanentemente um espaço peculiar na criação teatral contemporânea. Calderón é seguramente um dos dramaturgos do Século de Ouro espanhol que mais destacadamente influenciou e contribuiu para a edificação da cultura europeia. Os géneros “maiores” como os dramas de honra ou os autos sacramentais, não ocultam a identificação deste genial dramaturgo com o chamado “teatro menor” ou “teatro breve”, donde retirámos os textos que estruturam este espetáculo; “As carnavalescas” e “As visões da morte”.

O teatro como festa, a “irracionalidade abstracta” onde o carácter sério das comédias mitológicas e autos sacramentais contrastam com a escrita de um teatro social, habitado por personagens do tipo popular que povoam as loas, xácaras e entremezes. A festa burlesca, o riso, a censura, o mundo ao contrário, os rituais carnavalescos nos limites da transgressão; o teatro por dentro do teatro.

No seguimento de anteriores produções do Teatro das Beiras, “Loa, xácara e bugiganga” é uma proposta para o reencontro de um clássico universal com largas faixas de público num espetáculo de ar livre.

Encenação: Gil Salgueiro Nave | Cenários e figurinos: Luís Mouro | Desenho de luz: Jay Collin | Interpretação: Adriana Pais, Celso Pedro, Marco Ferreira, Miguel Telmo e Sónia Botelho.

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ORQUESTRA DE SOPROS DA EPABI NO TEATRO DAS BEIRAS

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Apoio: Câmara Municipal da Covilhã

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Circuito Ibérico de Artes Cénicas no Auditório do Teatro das Beiras

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Uma comédia para casais infiéis

 ‘Adúlteros’ é uma comédia sobre as infidelidades mas também uma reflexão sobre o passado e o presente. Uma comédia que trata com humor a situação de crise que atravessa atualmente o teatro.

Marta e Fernando voltam a encontrar-se vinte e cinco anos depois de terem sido um casal na vida artística e na vida real, para repor um espetáculo sobre o adultério que representaram no final dos anos 80 e que teve na altura um grande êxito.
Durante a obra, vamos conhecendo em jeito de comédia, as suas relações, os seus encontros e desencontros que darão vida a muitos outros personagens em situações de infidelidade.

produção de Fundición Teatro Sevilha | Encenação e adaptação  Pedro Álvarez-Ossorio | Voz-off Carlos Álvares-Nóvoa e Inma Alcántara | Cenografia Vicente Palacios | Assistência de encenação Ana Álvarez-Ossorio e José António Benavides Vázquez | Responsável técnico José David Gil | Desenho de luz David Romero de la Osa | Espaço Sonoro Santi Martínez | Fotografia Luís Castilla | Cartaz e programa Rocco Lombardi | Estilismo Manolo Cortés

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DIA MUNDIAL DO TEATRO

Dia Mundial do Teatro (2)

Teatro Estúdio Fontenova  apresenta a peça “O Homúnculo”, de Natália Correia

Sobre o espetáculo:
“O Homúnculo” de Natália Correia foi apreendido pela PIDE após a sua primeira e única edição em 1965, e, até ao momento nunca foi representado por nenhuma companhia profissional. 
Em 2015 a publicação do texto fará 50 anos, relembrando a versatilidade de Natália dramaturga, a sua contemporaneidade e cruzamento entre palavra poética e linguagens cénicas, o Teatro Estúdio Fontenova leva à cena esta tragédia jocosa em forma sátira política contando para tal com a dramaturgia de Armando Nascimento Rosa.
Era uma vez um país tão perto no espaço e no tempo que nos basta nada fazer para lá irmos parar. 
Esse país não vem no mapa, a sua geografia habita nas memórias e cicatrizes de um povo artesão especialista em fundir o mito com a realidade.
Nesse país há um homem que impõe a sua vontade e governa acima de todos os outros, será que um só homem consegue manter o poder sobre 10 milhões de almas?

Encenação: José Maria Dias | Dramaturgia: Armando Nascimento Rosa | Interpretação: Bruno Moraes, Eduardo Dias, Ricardo Guerreiro Campos e Sara Costa | Cenografia: Ricardo Guerreiro Campos

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Espaço IDEARIA – inauguração a 11 de Março

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Teatro das Beiras no Circuito Ibérico de Artes Cénicas

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O Circuito Ibérico de Artes Cénicas é uma Plataforma de Companhias Portuguesas e Espanholas formada em Julho de 2014 e na qual participam para além do Teatro das Beiras, o Teatro Guirigai (Los Santos de Maimona), La Fundicion (Sevilha), Karlik Danza Teatro (Cáceres), a Companhia de Teatro de Braga, A Escola da Noite (Coimbra),  Teatro do Montemuro (Campo Benfeito), CENDREV (Évora) e a ACTA – Companhia de Teatro do Algarve (Faro).

Em 2015 o Circuito Ibérico engloba 32 espetáculos a realizar pelas 9 companhias promotoras da Plataforma.

Calendário de apresentações do Teatro das Beiras em Espanha:

13 de Março | Teatro Guirigai | Los Santos de Maimona | 21.00

Uma história desafinada… ou nem por isso

15 de Março | La Nave del Duende | Cáceres | 12.30

Uma história desafinada ou… nem por isso

11 de Abril | La Fundicion | Sevilha | 21.00

Uma história desafinada…ou nem por isso

 

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