Festival Y#10 – 26 de maio “Sábado 2”

Org.: Quarta Parede – Associação de Artes Performativas da Covilhã

26 de maio, às 21h30 no Auditório do Teatro das Beiras
Companhia Paulo Ribeiro

Coreografia: Paulo Ribeiro

Música: Nuno Rebelo

Figurinos: Maria Gonzaga

Luzes: Rui Marcelino

Intérpretes (novo elenco): Leonor Keil, Rita Omar, Sandra Rosado, Paulo Ribeiro, Pedro Ramos, Peter Michael Dietz

Coprodução: Fundação das Descobertas / CCB
Apoio: The Br itish Council, CCA – Audiovisuais, E.T.I.C., Maria Gonzaga, Teatro CineArte


Sinopse

Este trabalho vive da repressão da energia sexual, e da sua confrontação com a fantasia romântica e religiosa que só encontra “redenção” numa espécie de sacrifício de automutilação.

É um trabalho que tem uma carga erótica muito semelhante ao que se vivia, ou pelo menos eu vivi, no nosso passado de católicos, cheios de Nossa Senhora de Fátima e de Infernos meio orgásticos, meio redentores.

“Sábado 2” é uma obra essencialmente egoísta; o outro existe para dar relevo às nossas fantasias; compadecemo-nos a pensar que sofremos de amor, mas não passa de imaginação e convenção social. É aí que entra o texto, para dar relevo ao estereótipo das convenções sociais, à banalidade da palavra e até dos sentimentos, quase sempre fugazes e virtuais.

Resumindo, nesta peça tentei explorar o turbilhão vazio do indivíduo virado essencialmente para si próprio, tomando a ligação com o divino como espécie de energia redentora.

Paulo Ribeiro

Biografia de Paulo Ribeiro:

Após uma vasta carreira como intérprete, Paulo Ribeiro foi cofundador da companhia Stridanse, com a qual, em 1984, obteve o prémio de Humor e, em 1985, o 2º prémio de Dança Contemporânea, ambos no Concurso Volinine. Os primeiros de vários e prestigiados prémios nacionais e internacionais que viria a obter individualmente e com a sua companhia. De regresso a Portugal, em 1988, começa por colaborar com a Companhia de Dança de Lisboa e com o Ballet Gulbenkian para o qual criou diversas obras até ao ano da sua extinção. A partir de 1991, a sua carreira de coreógrafo expande-se no plano internacional, com a criação de obras para companhias de renome: Nederlands Dans Theater; Grand Théatre de Genéve; Centre Choreographique de Nevers e mais recentemente para o Ballet de Lorraine. Em acumulação com o trabalho na sua companhia de autor que fundou em 1995 e para a qual já criou quinze obras originais, Paulo Ribeiro foi Comissário do ciclo “Dancem” em 1996, 1997 e 2003 no Teatro Nacional S. João; desempenhou, entre 1998 e 2003 e de novo a partir de 2005 até este momento, o cargo de Director-geral e de Programação do Teatro Viriato em Viseu; foi Comissário para a Dança em Coimbra 2003 e no Festival Dancem no Porto; e dirigiu o Ballet Gulbenkian entre 2003 e 2005. Em 2010 recebeu o prémio da SPA para a melhor coreografia desse ano com “Paisagens – onde o negro é cor”. Recentemente criou “Desafinado” para o Grupo Dançar com a Diferença e “Du Don de Soi” para a Companhia Nacional de Bailado, que estão entre as obras mais destacadas pela imprensa em 2011, na Área da Dança.

  1. Deixe um comentário

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: