“O Rei-Menino” em Alcains

“O Rei-Menino” de António Torrado

7 de dezembro

Sessões às 11:00 e às 14:30

O Teatro das Beiras apresenta a 83ª produção, um espectáculo para a infância, adaptado do livro “O Rei-Menino” de António Torrado. A peça encenada por Isabel Bilou e com interpretação de Pedro da Silva, Rui Raposo Costa e Vânia Fernandes, conta a história de um menino que pelos azares da história, ficou órfão muito cedo. E como único filho herdeiro, viu-se forçado a subir ao trono.

“O Rei-Menino”  é apresentado  no Centro Cultural de Alcains, e às 11h00 e às 14h30, no dia 7 de dezembro, numa organização Cultura Vibra de Castelo Branco.

Sobre o espectáculo:

 

Era uma vez um menino que pelos azares da história, ficou órfão muito cedo. E como único filho herdeiro, viu-se forçado a subir ao trono, muito antes de ter estudado tudo o que devia, muito antes de saber de cor todos os nomes das terras, montanhas e rios, do país onde ia reinar. Um rei-menino que ansiava brincar como menino que era: saltar a janela da sala do trono e ir ao encontro de outros meninos que jogavam ao berlinde na rua. Mas o peso da responsabilidade de ser rei, não lhe permitia essa evasão. A própria coroa de ouro era pesada demais para a sua pequena cabeça quando assistia às cerimónias palacianas ou presidia ao enfadonho Conselho Real rodeado de velhos conselheiros. “Um rei é um rei” – Dizia-lhe o aio D. Belizário, no dia que o reizinho decidiu fazer de patins, o seu longo percurso até à sala do conselho; o seu manto esvoaçava como uma longa asa. “E um menino é um menino” – Respondia o rei, cansado da sua obrigação de reinar. Onde se teriam escondido os sonhos de menino durante o seu reinado? E os amigos da sua idade, os berlindes, os jogos da cabra-cega, do eixo e da bola? Decerto que bem guardados na sua imaginação. Anos depois, já rei-homem, parece que não reinou mal. Talvez porque sonhos e desejos cresceram com eles, tornando o seu coração mais forte.

 

Encenação: Isabel Bilou | Interpretação: Pedro da Silva, Rui Raposo Costa e Vânia Fernandes | Cenografia: Fernando Landeira | Banda Sonora: Gil Salgueiro Nave | Desenho de luz: Fernando Sena e Jay Collin

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