Teatro das Beiras no MIT

O Teatro das Beiras apresenta o espectáculo “Ay Carmela!” na 14ª Edição ENTREtanto MIT Valongo – Mostra Internacional de Teatro.  Com encenação de Gil Salgueiro Nave e interpretação de Fernando Landeira e Sónia Botelho, o espectáculo apresenta-se no dia 1 de Dezembro, no Centro Cultural de Valongo, às 21h30.

Organizado pelo ENTREtanto Teatro, desde 1998, o ENTREtanto MIT Valongo – Mostra Internacional de Teatro. No festival já participaram diversas companhias de diferentes proveniências (Brasil, Espanha, Portugal, Alemanha, França, Suiça, Cabo Verde, Itália, Bélgica, Moçambique, Holanda, Guiné Bissau e República Checa).

A Mostra de Teatro Internacional conseguiu, no decorrer de nove anos de edições consecutivas, homenagear o Teatro e contribuir através do intercâmbio cultural e da troca de experiências para a crescente descoberta e intensificação criativa.
Esta mostra reúne a apresentação de espectáculos de teatro, café-teatro, uma oficina destinada à formação contínua de actores e ainda, a homenagem a profissionais e carreiras que são marco pela sua entrega e dedicação ao Teatro.

O objectivo deste festival é desde sempre ir mais longe e mais alto, procurando a aproximação de povos e ideologias.

“Ay, Carmela!”, é hoje um texto teatral que ganhou foros de referência obrigatória quando tratamos de abordar a criação dramatúrgica dos finais do Séc. XX. Com edições traduzidas para inúmeros idiomas (alemão, francês, grego, inglês, sueco, turco, entre outros), este texto tem dado origem a um conjunto indistinto de criações teatrais um pouco por todo o mundo.

Situando a acção num contexto de confronto de carácter político e ideológico, num momento particularmente difícil para a história da humanidade, “Ay, Carmela!”, propõe-nos uma reflexão sobre questões e temas absolutamente intemporais.

A condição da arte e dos seus protagonistas perante as circunstâncias envolventes do poder. A ética dos valores não discricionários, a cultura democrática das sociedades contemporâneas, os movimentos sociais, têm em “Ay, Carmela!”, um desafio à memória como exercício de fecunda aprendizagem.

Perdidos numa noite de nevoeiro e fome, dois anónimos “artistas de variedades”, caem em território “inimigo”. Aí, em troca da “liberdade”, são obrigados a apresentar o seu espectáculo às tropas vencedoras e aos prisioneiros vencidos. Que fazer à representação para “sobreviver” em tão díspar plateia? Como resistir ou ceder sem abalar a dignidade?

José Sanchis Sinisterra na indagação pelos territórios obscuros da teatralidade, dos seus limites e fronteiras, organiza um “material cénico” desafiador da sensibilidade e inteligência dos espectadores.

Peça para maiores de 12 anos.

Duração: 135 minutos com intervalo.

Encenação e tradução: Gil Salgueiro Nave | Interpretação: Fernando Landeira e Sónia Botelho | Cenografia e Figurinos: Luís Mouro | Desenho de Luz: Vasco Mósa | Sonoplastia: Helder Filipe Gonçalves

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