Festival de Teatro da Covilhã 2010 – “A Cigarra e a Formiga”

17 de Novembro, 11h00 | 14h30

Auditório do Teatro das Beiras

Jangada Teatro, “A Cigarra e a Formiga”, de Luiz Oliveira

Durante o Verão a formiga trabalhou sem descanso para armazenar comida para o Inverno. Enquanto isso, a cigarra só se interessou em cantar e divertir-se. Mas o tempo quente chegou ao fim e com ele veio o frio. A cigarra que não tinha guardado nada nos meses quentes, foi pedir à porta da formiga. Rogou-lhe que lhe emprestasse alguns grãos até voltar o aceso estio. A formiga pergunta, pois, à pedinte o que fizera durante o Verão. Respondendo a cigarra que cantava noite e dia, a toda a hora. Dizendo a formiga; cantava, pois dance agora.

Jangada teatro inicia as suas actividades em 1999, sedeando-se no Auditório Municipal de Lousada, onde tem o seu espaço de trabalho, artístico e administrativo, cedido pela autarquia local. Neste espaço a Companhia desenvolve todas as suas actividades, abrindo a partir daí o leque de apresentação do seu trabalho por outras paragens. O percurso artístico da Companhia tem sido feito em atenção a um público indiferenciado e diversificado. Os espectáculos apresentados destinam-se a esse público, que não são apenas números, mas pessoas, seres humanos, que já se habituaram a exigir-nos cada vez mais e mais qualidade. É esta exigência que nos motiva e impulsiona a procurar o nosso caminho enquanto criadores e a contribuir com a nossa arte para com um espectador atento, ávido e rigoroso. Outra das valências da Jangada é a organização de certames, concretamente a organização do Folia – Festival de Artes do Espectáculo de Lousada, que se tem vindo a destacar no panorama dos festivais tradicionais de teatro, por ter assumido desde a primeira edição, uma programação multidisciplinar. A multidisciplinaridade da Jangada permite uma maior abrangência ao nível geral das artes de palco. O forte cariz de itinerância e o intercâmbio regular com outras estruturas artísticas nacionais e internacionais vêm reforçar a sua posição e afirmação no contexto global do mundo do espectáculo. A itinerância por si só é um veículo para o conhecimento e reconhecimento da Companhia noutras paragens, fora das paredes regionais da sua sede. Com este alargar de fronteiras, aumenta não só a possibilidade de conhecer novas plateias, como o reconhecimento por parte das mesmas. A itinerância vem assim acrescentar uma mais valia no que diz respeito à promoção da estrutura e do trabalho de todos os intervenientes directos ou indirectos. Nestes sete anos, a Jangada teatro foi fazendo o seu percurso artístico, alicerçado em objectivos concretos a que se propôs desde o primeiro dia. A tendência tem sido a de um crescimento gradual ao nível do número de saídas para Itinerância e consequentemente um aumento de espectadores. Desde 1999 , data da sua fundação, até Março de 2007, a Companhia levou à cena 27 produções , apresentou-se 704 vezes, a 118.603 espectadores em diversas salas de teatro, espalhadas pelo território nacional e estrangeiro. E tem pretendido mostrar alguns dos melhores autores e criadores nacionais, dos quais se destacam: Manuel António Pina, Gil Vicente, António Torrado, António Tabucchi, Fracisco Niebro, Hélder Costa, Sophia de Mello Breyner Andresen, Almada Negreiros, Camilo Castelo Branco, Miguel Torga, Valter Hugo Mãe entre outros.

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