“A Neve” por Américo Rodrigues

Ontem vi um espectáculo de teatro que me agradou bastante. Trata-se de “A Neve”, pelo Teatro das Beiras. O encenador (José Carretas) usou vários contos de Vergílio Ferreira e o resultado não podia ser melhor. Então para mim, que desconhecia aqueles contos, foi uma grande surpresa! Ainda bem que decidi sair de casa para ver ver e ouvir histórias de um humor entristecido. O que mais me agradou neste espectáculo é ele falar de… nós, dos povos da Serra de Estrela, rudes e de “alma negra”. O que vi lembrou-me por várias vezes o sítio onde nasci, a Guarda, as aldeias serranas. Há muito que não via um espectáculo de teatro que falasse destes homens e mulheres graníticos, que têm o “coração tão frio como a neve”. Quando, há anos, andei por aí a ouvir histórias para contar no “Património de afectos” encontrei gente assim, perdida.
Saúdo também a preocupação do Teatro das Beiras em montar espectáculo a partir de textos de autores da região. Fez isso com Alçada Baptista, E. M. de Melo e Castro (encenação da minha autoria) e agora de Vergilio Ferreira.
Apesar do espectáculo ter por base textos do “nosso” Vergílio Ferreira os vergilianos locais pautaram pela ausência. E também não se avistaram professores de literatura (salvo na sessão da tarde) nem de outra coisa qualquer. Tem havido uma clara demissão cultural dos educadores…

Texto aqui no Café Mondego.

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