“Hotel de Província” no Cinema S. Vicente em Paio Pires, SEIXAL

11 de Dezembro, às 21:30

A 26.ª edição do Festival de Teatro do Seixal está a decorrer até 12 de Dezembro. Durante cerca de um mês, são 13 os palcos que vão receber as 18 peças, provenientes de vários pontos do País.

Os grupos de teatro do concelho são presença assídua, e este ano o Festival conta com 7 Grupos nos seus palcos: O Grupo Cénico José Viana, o Grupo de Teatro A Muleta, o Grupo O Grito, o Grupo Cénico Arsénio Baptista, o Grupo Almagesto, a Associação Animateatro e o Projecto Ficções.

Pelo Festival passam, por exemplo, o Grupo Teatro ao Largo, de Vila Nova de Milfontes e o Grupo Teatro Regional da Serra de Montemuro, de Viseu, que marcaram também presença no ano passado e que estão de volta este ano para apresentar as suas novas produções. De fora do concelho chegam ainda, de Oeiras, o Grupo Teatro Intervalo; de Serpa o Grupo Baal17; de Tavira o Grupo Al-MasrahTeatro; da Covilhã o Teatro das Beiras e de Évora o Grupo Cendrev.

O Teatro das Beiras apresenta “Hotel de Província” no Cinema S. Vicente, em Paio Pires, às 21:30, em 11 de Dezembro de 2009.

Estreada em 2 de Outubro de 2008, ”Hotel de Província” de Aleksandr Vampilov, é um espectáculo construído a partir da comédia em um acto, “Incidente com um compaginador”, com encenação de Gil Salgueiro Nave.

A acção desenrola-se num hotel estatal algures na longínqua Sibéria onde o protagonista, um funcionário público de irrelevante importância social, se comporta como um cacique de poderes ilimitados, excedendo-se no seu exercício. Os conceitos de ordem e disciplina ganham um estranho sentido absurdo e incongruente num pequeno mundo donde parece ter-se ausentado a sensatez e a humanidade. A chegada de um novo hóspede ao hotel e uma vez equivocada a sua identidade, põe toda a estrutura de poder e chefia em causa, o hotel entra em colapso e desmorona-se caoticamente.

Como em outros momentos da história do teatro, também aqui a comédia é a forma de exorcizar fantasmas e pôr a ridículo os “poderosos” mesmo se o seu poder é mesquinho, insignificante e efémero.

Vampilov denuncia nesta comédia, a corrupção não apenas nas altas instâncias, mas nos mais pequenos funcionários, insignificantes sem identidade mas que mesmo assim exercem o seu escasso poder de forma tirânica.

Apesar da sua curta carreira, interrompida tragicamente aos trinta e cinco anos de idade, Vampilov marcou definitivamente uma nova geração de autores, podendo mesmo falar-se do teatro russo pós Vampilov, onde é latente a memória de Tchekov ou Gogol.

Tradução: Luís Nogueira (a partir da tradução inglesa)

Encenação: Gil Salgueiro Nave

Cenografia e figurinos: Luís Mouro

Iluminação e Sonoplastia: Vasco Mósa

Interpretação: Fernando Landeira, João Ventura, Luís Campião, Rui Raposo Costa, Sónia Botelho e Teresa Baguinho

Fotografia: João Antão

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