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| Mário Alberto, figura emblemática do teatro e da tertúlia lisboeta personifica um período de resistência e de afirmação de liberdade com a sua irreverência e rebeldia.No Teatro das Beiras, Mário Alberto foi cenógrafo e figurinista em “Assim se fazem as cousas, Inês” de Gil Vicente, 1985; “O foral, tantos relatos, tantas perguntas” de Fernando Paulouro Neves, 1986; ”História breve da lua” de António Gedeão, 1987. Ao longo de mais de 50 anos de carreira, entre o Parque Mayer e os Grupos Independentes, fundou várias companhias de teatro, engrandecendo com a sua originalidade cada espectáculo em que participou como cenógrafo ou como autor de textos.
Sendo esta a faceta mais visível da sua obra, Mário Alberto é também um pintor de reconhecido mérito estando representado em muitas colecções nacionais e estrangeiras. É membro da Sociedade Portuguesa de Autores desde 1972 e cooperador desde 1979. Mário Alberto nasceu no Lubango, Angola, a 20 de Julho de 1925, cresceu no Alentejo e viveu em Lisboa, no Parque Mayer. Filho de Alentejanos, foi discípulo do Mestre Pinto de Campos, em Portugal. Aluno dos Mestres Yves Brayer e Henri Goetz na Academie La Grand Chaumière, em Paris. Pintor, Cenógrafo, Figurinista, Homem do Teatro, do Cinema, da Televisão, está representado no acervo do Museu do Teatro, em Lisboa, e em muitas colecções nacionais e estrangeiras. Foi fundador dos grupos de teatro Ádoque e A Barraca, um dos principais responsáveis pela renovação da “Revista à Portuguesa” iniciada com “O Fim da Macacada”, no Teatro ABC. Dezenas e dezenas de “Revistas” nos Teatros de Lisboa, de todo o país e no estrangeiro assinando os figurinos, os cenários, co-autor de textos e director de montagens. Foi professor de Cenografia, na Companhia de Teatro de Almada e na Escola de Circo – Secção de Teatro.
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