FESTIVAL DE TEATRO DA COVILHÃ 2009 – 11 DE NOVEMBRO

Às 11:00 e às 14:30, no Auditório do Teatro das Beiras

“D. Quixote” de Miguel Cervantes

 O espectáculo D. Quixote, inspirado no romance de Miguel Cervantes narra as aventuras e desventuras de D. Quixote de La Mancha e do seu fiel companheiro Sancho Pança. D.Quixote imbuído de um profundo sentido de justiça e de ideais de amor e cavalheirismo parte em defesa dos fracos e dos oprimidos numa viagem em que a loucura e a imaginação se misturam com a realidade.

Adaptação dramatúrgica e encenação: Susana Teixeira

Interpretação: Ana Rodrigues, Adriano Bailadeira, José Soutino, Verónica Barata, Vítor Pires.

 

FESTIVAL DE TEATRO DA COVILHÃ ‘09 – 10 DE NOVEMBRO

Às 11:00 e às 14:30, no Auditório do Teatro das Beiras.

“LOL.POP” Criação Colectiva

 

LOL.POP? Faz login e entra na açucarada imaginação de três amigos. Num dia-a-dia recheado de desafios, peripécias e obstáculos. Nesta era da informação, com os pais ocupados e filhos que preenchem os tempos livres com a televisão, a internet e os jogos, que espaço resta à criança para se desenvolver como ser verdadeiramente humano, íntegro e único, provido de personalidade, gostos e valores próprios? Um espectáculo que visa a exploração do mundo actual das crianças, dos estímulos por nós enviados, com a procura incessante do novo e a distanciação das relações humanas. Temos por objectivo possibilitar um outro olhar sobre o que os rodeia, de forma a tornarem-se únicos, a lutar e a construir um mundo melhor.

Encenação: Sónia Botelho

Interpretação: João Ventura, Rui Raposo Costa e Teresa Baguinho

FESTIVAL DE TEATRO DA COVILHÃ ‘09 – 9 DE NOVEMBRO

Às 11:00 e às 14:30, no Auditório do Teatro das Beiras.

“Quesa-me mucho” de David Cruz e Estela Lopes

Em “Quesa-me Mucho”, 3 versáteis intérpretes (actores, músicos, malabaristas) revelam, num tom essencialmente cómico, todos os segredos do queijo. O público terá desta forma a oportunidade de conhecer, de forma detalhada, o que é o queijo, alguns dos principais tipos de queijo e respectivos métodos de produção em distintos pontos do globo, os animais a partir dos quais se fabrica queijo (não apenas ovelhas, cabras ou vacas, mas também o camelo, o iaque, e outros mamíferos insuspeitos); terá ainda a oportunidade de vislumbrar um pouco da história do queijo ao longo dos tempos, passando pelas várias formas de fabrico artesanal e familiar, até à era industrial, em que o queijo passa a ser produzido em quantidades astronómicas para ser ingerido por milhões de pessoas em todo o mundo. Sendo que se trata de um projecto direccionada prioritariamente à infância e jovens em idade escolar (faixas etárias a partir dos 4 anos), o espectáculo inclui alguns elementos pedagógicos directamente relacionados com o tema da nutrição. No sentido de assegurar maior dinamismo e ludicidade ao espectáculo, o projecto é desenvolvido com recurso a diversas linguagens artísticas, nomeadamente a música tocada ao vivo, a manipulação de bonecos articulados, o malabarismo, a dança e a coreografia.

Autoria e encenação: David Cruz e Estela Lopes

Interpretação: Andreia Barão, David Cruz, Estela Lopes

 

FESTIVAL DE TEATRO DA COVILHÃ ‘09 – 7 DE NOVEMBRO

Às 21:30, no Teatro Cine da Covilha.

Entrada livre.

“Hotel de Província” de Aleksandr Vampilov

 
“HOTEL DE PROVÍNCIA”, é um espectáculo construído a partir da comédia em um acto, “Incidente com um compaginador” do dramaturgo russo Aleksandr Vampilov (1937/1972). A acção desenrola-se num hotel estatal algures na longínqua Sibéria onde o protagonista, um funcionário público de irrelevante importância social, se comporta como um cacique de poderes ilimitados, excedendo-se no seu exercício. Os conceitos de ordem e disciplina ganham um estranho sentido absurdo e incongruente num pequeno mundo donde parece ter-se ausentado a sensatez e a humanidade. A chegada de um novo hóspede ao hotel e uma vez equivocada a sua identidade, põe toda a estrutura de poder e chefia em causa, o hotel entra em colapso e desmorona-se caoticamente. Como em outros momentos da história do teatro, também aqui a comédia é a forma de exorcizar fantasmas e pôr a ridículo os “poderosos” mesmo se o seu poder é mesquinho, insignificante e efémero. Vampilov denuncia nesta comédia, a corrupção não apenas nas altas instâncias, mas nos mais pequenos funcionários, insignificantes sem identidade mas que mesmo assim exercem o seu escasso poder de forma tirânica. Apesar da sua curta carreira, interrompida tragicamente aos trinta e cinco anos de idade, Vampilov marcou definitivamente uma nova geração de autores, podendo mesmo falar-se do teatro russo pós Vampilov, onde é latente a memória de Tchekov ou Gogol.
 
Encenador: Gil Salgueiro Nave
Cenografia e figurinos: Luís Mouro
Interpretação: Fernando Landeira, João Ventura, Luís Campião, Rui Raposo Costa, Sónia Botelho e Teresa Baguinho

FESTIVAL DE TEATRO DA COVILHà2009

  • 7 de Novembro às 21:30 (Teatro Cine da Covilhã)

Teatro das Beiras – “Hotel de Província” de Aleksandr Vampilov

 

  • 9 de Novembro às 11:00 e às 14:30 (Auditório do Teatro das Beiras) 

Encerrado para Obras – “Quesa-me mucho” de David Cruz e Estela Lopes

 

  • 10 de Novembro às 11:00 e às 14:30 (Auditório do Teatro das Beiras) 

Teatro das Beiras – “LOL.POP” Criação Colectiva

 

  • 11 de Novembro às 11:00 e às 14:30 (Auditório do Teatro das Beiras) 

Teatro d’O Semeador – “D.Quixote” de Miguel Cervantes

 

  • 12 de Novembro às 21:30 (Auditório do Teatro das Beiras)

CENDREV – Centro Dramático de Artes de Évora – “Os dias felizes” de Samuel Beckett

 

  • 13 de Novembro às 21:30 (Auditório do Teatro das Beiras)

Teatro do Montemuro – “Saloon Yé-Yé. O Paraíso à espera.” de Abel Neves

 

  • 14 de Novembro às 21:30 (Auditório do Teatro das Beiras)

Pompom – Associação para a Promoção da Dança e Outras Artes , “A Mosca” de Ilda Teixeira e Telma Saião

  •  14 de Novembro às 23:00 (Café-teatro do Teatro das Beiras)

Do Imaginário – “ Canções de amor  e raiva na selva das cidades”

  • 16 de Novembro às 11:00 e às 14:30 (Auditório do Teatro das Beiras)

Baal 17 – Companhia de teatro na educação do Baixo Alentejo, “Papões” Criação Colectiva 

  • 17 de Novembro às 11:00 e às 14:30 (Auditório do Teatro das Beiras)

Jangada Teatro – “Os músicos de Bremen” de José Caldas

 

  • 18 de Novembro às 11:00 e às 14:30 (Auditório do Teatro das Beiras)

Trigo Limpo Teatro ACERT – “As botas do sargento” Um conto de Vasco Graça Moura sobre a pintura de Paula Rêgo

 

  • 19 de Novembro às 21:30 (Auditório do Teatro das Beiras)

Projecto Ruínas – “Shadow Play” de Malla Dimas, Susana Nunes, Carlos Marques e Francisco Campos

 

  • 20 de Novembro às 21:30 (Auditório do Teatro das Beiras)

Teatro Art’Imagem – “Ptolomeu e a sua viagem de circum-navegação” de Tchalê Figueira

 

  • 21 de Novembro às 21:30 (Auditório do Teatro das Beiras)

Peripécia Teatro – Vincent, Van e Gogh” de Noelia Dominguez, Sérgio Agostinho e Ángel Fragua

 

  • 21 de Novembro às 23:00 (Café-teatro do Teatro das Beiras)

Virgem Suta

 

Durante o festival: Exposição de fotografia “Ilustrar Portugal – Gentes e Locais”

Festival Y #07 no Auditório do Teatro das Beiras

Mala Voadora > “O decisivo na política não é o pensamento individual, mas sim a arte de pensar a cabeça dos outros (disse Brecht).”| 29.Out.’09 > 21h30

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Sinopse:

O decisivo na política não é o pensamento individual, mas sim a arte de pensar a cabeça dos outros (disse Brecht). Situa-se entre, por um lado, o “espectáculo” como puro entertainment, tal como é entendido no âmbito de múltiplas práticas performativas e audiovisuais dirigidas às massas, e, por outro lado, o “espectáculo” como recurso de persuasão, tal como é entendido no âmbito da performance política. Trata da retórica subjacente às tomadas de posição políticas – às dos políticos em particular, mas também às dos indivíduos em geral. É sobre os artificialismos da construção e da manipulação das identidades políticas. E é também sobre os artificialismos que permitem espectacularizar um qualquer conteúdo (missão do teatro).

Ficha Artística:

Direcção > Jorge Andrade

Colaboração > Pedro Gil

Vídeo > Itziar Zorita Aguirre

Com > Jorge Andrade

Cenografia > José Capela

Som > Isabel Novais e Hugo Franco

Assistência > John Romão

Financiado por > Ministério da Cultura – DGArtes

Co-produção > Galeria Zé dos Bois, Citemor – Festival de Teatro de Montemor-o-Velho

Apoio > Comuna Teatro de Pesquisa

Género: performance | Duração: 55 min. (aprox.) | Classificação etária: maiores 12 anos

 

ORG.: QUARTA PAREDE – ASSOCIAÇÃO DE ARTES PERFORMATIVAS DA COVILHÃ

Festival Y #7 – Auditório do Teatro das Beiras

projecto transparências / helena botto > “o álbum”| 22.Out.’09 > 21h30

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Sinopse:

Da impermanência…

O Álbum é uma criação híbrida que entrecruza os universos da performance, da fotografia, do vídeo, da imagem em tempo real e da música, utilizando como fio dramatúrgico condutor alguns fragmentos de textos de Câmara Clara de Roland Barthes  e de Crave de Sarah Kane. Há nesta amálgama de linguagens um elemento que as contrapõe: a questão da imobilidade e do devir. Tal como a fotografia, a música, as imagens de vídeo e os textos, não estão sujeitos à mudança e ao desgaste (a menos que deliberadamente neles intervenhamos a posteriori da sua concepção), no entanto o corpo (performance) esse estará irremediavelmente sujeito ao desgaste, à perda, à transformação. É talvez a cruel fatalidade a que não poderemos escapar e sobre a qual nos propomos reflectir.

Um corpo emerge do Álbum da Memória, um espaço constituído por cerca de 2000 fotografias pessoais. Este aglomerado de imagens privadas, constitui aquilo a que se chamou o Álbum da Memória. São fotos de infância misturadas com fotos recentes, fotos de trabalho, fotos de férias, fotos de festas, fotos de pessoas, instantâneos recolhidos à socapa, fotos roubadas de outras pessoas, de outras vidas, outras vidas partilhadas, outras vidas cruzadas.

É então a partir desta mancha de imagens paralisadas, fixadas em papel fotográfico, que todo o processo performativo se vai construindo. Diante da unicidade de uma imagem, há determinados pormenores (o punctum de que nos fala Roland Barthes) de algumas fotos que subjectivamente foram destacados e que provocaram associações psico-fisicas e comportamentos que se foram construindo. Diante da unicidade do Álbum da Memória, houve determinadas fotografias que se destacaram talvez porque tenham causado uma vertigem temporal, porque remeteram o corpo para um universo de memórias, porque cruelmente afirmaram aquilo que foi e não aquilo que imaginámos ter sido…

Estes pormenores imutáveis de fotografias e estas fotografias imutáveis, estes fragmentos da realidade são destacados e instalados na tela vazia, orgânica e sujeita ao desgaste que é o corpo da performer, este corpo reage através de uma linha de comportamentos também ela fragmentária a estes estímulos, criando e construindo, à medida que a performance se desenvolve, um novo álbum, talvez ainda mais privado e pessoal, O Álbum Interior.

E porque este novo álbum é corpo (corpo-memória) está ele próprio sujeito ao devir, à transformação, à perda, urge a necessidade de o guardar, de o gravar, talvez numa tentativa cruel (?) de paralização temporal. Um registo fotográfico deste álbum interior vai sendo feito à medida que a performance decorre. Estas novas fotografias impressas originarão um novo álbum, a Memória do Álbum Interior.

Barthes diz-nos, “a fotografia é violenta, não porque mostre violência mas (…) porque nela nada pode recusar-se ou transformar-se.”… a paralização e a fragmentação temporal são violentas, sem dúvida a incapacidade do devir é monstruosa… mas o tempo que passa, e as alterações que vamos sofrendo, as pessoas, os momentos, todo um conjunto de inefabilidades que se vão perdendo, e que serão sempre irrecuperáveis, não serão elas ainda mais violentas? O que são as nossas fotografias quotidianas senão o registo de momentos que queremos por alguma razão fixar? não será a perda desses momentos e o seu devir ainda mais violento? Contra argumentando, diríamos que a passagem do tempo, as transformações a que vamos estando sujeitos acabarão por nos trazer outras vivências e por eliminar gradualmente os sentimentos de perda… Quanto à primeira parte de acordo, quanto segunda só posso concordar com Barthes: “diz-se que o luto com o seu trabalho progressivo elimina lentamente a dor. Eu não podia nem posso acreditar nisso, porque para mim o tempo elimina a emoção da perda (não choro), é tudo. Quanto ao resto, tudo ficou imóvel.”

Helena Botto

Ficha Artística:

Conceito, direcção artística, concepção plástica e instalação espacial, dramaturgia e performance > Helena Botto

Composição musical original e sonoplastia > João Figueiredo

Edição e mistura de vídeo > Cláudio Oliveira

Performers no vídeo > Helena Botto e Pedro Bastos

Texto > fragmentos de “Câmara Clara” de Roland Barthes e de “Crave” de Sarah Kane

Desenho de luz > José Nuno Lima

Operação de luzes > João Teixeira

Design gráfico > Look Concepts

Produção executiva > Helena Botto / Projecto Transparências – criação de objectos performativos – associação

Registo fotográfico da performance > Susana Neves

Registo videográfico da performance > António Fonseca / Cine-Clube de Avanca

Agradecimentos > André de Brito Correia, Ana Sofia Ricardo, António Costa Valente, Bruno Reis / João Veludo (e à equipa do Gretua), Hugo Martins, João Mendes, José Filipe Pereira, Pedro Bastos e família Bastos, Teresa Gomes de Albuquerque, Tiago Castro e um agradecimento muito especial a Emanuel Pina.

Produção > PerFormas

Co-produção > Projecto Transparências – criação de objectos performativos – associação.

Tradução textos do catálogo > Teresa Gomes de Albuquerque

Apoios > Fundação Calouste Gulbenkian (programa Novos Encenadores), Instituto Português da Juventude, MC/ Direcção Geral das Artes, Look Concepts e Diário de Aveiro.

Biografia:

Fundado em Aveiro em Dezembro de 2006, o PROJECTO TRANSPARÊNCIAS- criação de objectos performativos é uma estrutura que alberga um projecto de autor, dedicada à pesquisa e criação no âmbito das artes performativas, situando as suas acções nas linguagens contemporâneas, privilegiando a experimentação, o trabalho do performer e a sua relação interdisciplinar com outras áreas artísticas.

Na construção do discurso performativo, as suas procuras incidem na estruturação e desenvolvimento de uma linha técnico-metodológica objectiva, assente numa relação de corporeidade/organicidade, que permite a consubstancialização do processo criativo no trabalho do performer. O corpo, enquanto ferramenta do processo criativo, torna-se um veículo orgânico, um canal transparente capaz de transmitir estímulos e motivações diversas e comportamentos psico-físicos de teor extra-quotidiano.

Na criação de objectos performativos, a intersubjectividade do performer estende-se a domínios estéticos muito próprios que, para responder às suas necessidades criativas, recorre à interacção com outras disciplinas, como sendo a música, as artes plásticas e visuais, o vídeo e a multimédia, e.o.

 

ORG.: QUARTA PAREDE – ASSOCIAÇÃO DE ARTES PERFORMATIVAS DA COVILHÃ

“Antígona” no Cine Teatro Avenida

 

Dia 23 de Outubro, às 21:30 no Cine Teatro Avenida, o espectáculo “Antígona”, de Sófocles / Brecht, começa a digressão, numa organização da Câmara Municipal de Castelo Branco.

Em cena até 17 de Outubro

Estreia a 2 de Outubro