Teatro das Beiras no Paul

11 de Julho, às 21:30

Largo dos Bombeiros

catavento1_comp

O Teatro das Beiras  volta a marcar presença no concelho da Covilhã, numa organização do município, com uma apresentação no Paul às 21:30,  desta vez com um espectáculo de rua, “Catavento”, trabalho dramático sobre o conflito entre o velho e o novo, o tradicional e o inovador, que o Teatro das Beiras  adaptou a partir da obra homónima de G. Pulleyn e Helen Ainsworth.

Entre a mitologia e a ciência “Catavento” relata de uma forma popular e enérgica, brejeira até, o conflito entre o velho e o novo, o tradicional e o inovador, o antigo e o moderno, com toda a força de um choque frontal. À primeira vista, nada sugere ao Engenheiro, que esta pequena mulher, enrugada e de maneiras mansas, representa o maior obstáculo do que qualquer um dos serranos, que lhe venderam, doaram, alugaram pedaços de montanha, rochosas e inférteis, para a implantação da mais alta das tecnologias, para a vitória rompante da energia eólica. Mas engana-se… O que se segue é uma batalha titânica. Desde David e Golias que não se via um confronto desta envergadura. Toda a temerosa força do poder multinacional, contra a frágil individualidade de uma só mulher em fim de vida… E acabada a história, o que fica para a posteridade? Só o tempo e o vento nos saberão dizer. E estes, ao contrário de muita gente, sabem muito bem guardar segredo.

 

Duração: 60 minutos

Classificação etária: maiores de 6 anos

Entrada gratuita

*

Encenação de Graeme Pulleyn
Cenografia: Kevin Plumb
Figurinos: Helen Ainsworth
Interpretação: Fernando Landeira, João Ventura, Sónia Botelho e Teresa Baguinho

Fotografia: Foto Cidade

Mimarte 2009: Teatro das Beiras apresenta “Catavento”

mimarte 2009O Teatro das Beiras (Covilhã) volta a marcar presença em Braga, desta vez com um espectáculo de rua, “Catavento”, trabalho dramático sobre o conflito entre o velho e o novo, o tradicional e o inovador, que o Teatro das Beiras  adaptou a partir da obra homónima de G. Pulleyn e Helen Ainsworth.

Entre a mitologia e a ciência “Catavento” relata de uma forma popular e enérgica, brejeira até, o conflito entre o velho e o novo, o tradicional e o inovador, o antigo e o moderno, com toda a força de um choque frontal. À primeira vista, nada sugere ao Engenheiro, que esta pequena mulher, enrugada e de maneiras mansas, representa o maior obstáculo do que qualquer um dos serranos, que lhe venderam, doaram, alugaram pedaços de montanha, rochosas e inférteis, para a implantação da mais alta das tecnologias, para a vitória rompante da energia eólica. Mas engana-se… O que se segue é uma batalha titânica. Desde David e Golias que não se via um confronto desta envergadura. Toda a temerosa força do poder multinacional, contra a frágil individualidade de uma só mulher em fim de vida… E acabada a história, o que fica para a posteridade? Só o tempo e o vento nos saberão dizer. E estes, ao contrário de muita gente, sabem muito bem guardar segredo.

 

 

Sobre o Mimarte 2009:

 

Uma dezena de trabalhos dramáticos – do popular ao erudito, do clássico ao contemporâneo, comédia ou tragédia –, protagonizados por colectivos provenientes de todo o país e de Espanha, constituem o cartaz da décima edição do “Mimarte – Festival de Teatro de Braga”, que, de 26 de Junho a 5 de Julho, regressa aos palcos do rossio da Sé, Theatro Circo e Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa.
Organizado pelo Pelouro Municipal da Cultura, o certame afirma-se como uma referência no ciclo cultural bracarense, registando ao longo das suas anteriores edições uma significativa e visivelvemente crescente adesão de público, ultrapassando o que é considerado regular em eventos congéneres.
Os princípios constituintes do Festival de Teatro de Braga radicam na convicção de que há só um público de teatro, já que «esta arte intemporal, na sua origem e natureza, é feita para um só homem, para o homem universal que inventou a mimésis, quando quis entender a essência da natureza humana e o governo divino do mundo, se quisermos aceitar este princípio hegeliano».
Desta forma, o “Mimarte” assume contornos de manifestação teatral global, que sublinham o carácter festivo do evento e o aproximam do espírito popular e das dinâmicas socio-culturais que foi desenvolvendo no decorrer de dez anos de festival.
É com base nestes princípios que o Município de Braga, através do seu Pelouro da Cultura, programa o festival nos núcleos urbanos tradicionais, carregados de memória, como o rossio da Sé e mais recentemente o Theatro Circo e o Museu D. Diogo de Sousa, para que neles aconteça uma relação de comunhão com o património edificado e com o espírito popular que lhe dá sentido.

“Catavento” na Freguesia do Ferro (Covilhã)

CataventoO Teatro das Beiras apresenta o espectáculo de rua “Catavento”, de Graeme Pulleyn e Helen Ainsworth, na Freguesia do Ferro. Sábado, 20 de Junho às 21:30, “Catavento” vai relatar de uma forma popular e enérgica, brejeira até, o conflito entre o velho e o novo, o tradicional e o inovador, o antigo e o moderno, com toda a força de um choque frontal. À primeira vista, nada sugere ao Engenheiro, que esta pequena mulher, enrugada e de maneiras mansas, representa o maior obstáculo do que qualquer um dos serranos, que lhe venderam, doaram, alugaram pedaços de montanha, rochosas e inférteis, para a implantação da mais alta das tecnologias, para a vitória rompante da energia eólica. Mas engana-se… O que se segue é uma batalha titânica. Desde David e Golias que não se via um confronto desta envergadura. Toda a temerosa força do poder multinacional, contra a frágil individualidade de uma só mulher em fim de vida… E acabada a história, o que fica para a posteridade? Só o tempo e o vento nos saberão dizer. E estes, ao contrário de muita gente, sabem muito bem guardar segredo…

 

Espectáculo para maiores de 6 anos

Encenação de Graeme Pulleyn

Cenografia: Kevin Plumb

Figurinos: Helen Ainsworth

Interpretação: Fernando Landeira, João Ventura, Sónia Botelho e Teresa Baguinho

Festival das Companhias em Campo Benfeito: Companhias de teatro lamentam ausência da DGArtes e recomendam medidas aos decisores políticos

Terminou hoje, em Campo Benfeito, o III Festival das Companhias Descentralizadas, organizado pelo Teatro de Montemuro e que contou com a participação das outras cinco companhias de teatro profissional que integram a Plataforma das Companhias: A Escola da Noite (Coimbra), ACTA (Algarve), Centro Dramático de Évora, Companhia de Teatro de Braga e Teatro das Beiras (Covilhã).
Envolvendo directamente mais de 60 pessoas, o programa do Festival incluíu a apresentação de seis espectáculos (um por cada companhia), um workshop de escrita criativa com o dramaturgo Abel Neves, um workshop de teatro a cargo do grupo anfitrião, um debate sobre “O teatro na descentralização” (com a presença do Director Regional da Cultura do Centro) e ainda contactos informais com uma centenária associação cultural do concelho de Castro Daire, a propósito do trabalho artístico com jovens. As iniciativas espalharam-se por quatro localidades de dois concelhos da região – Campo Benfeito, Carvalhal, Castro Daire e Lamego – e integraram a programação de três salas: Espaço Montemuro, Auditório Municipal de Castro Daire e Teatro Ribeiro Conceição, Assistiram aos espectáculos cerca de 700 pessoas, o que representa uma média superior a 100 espectadores por sessão.

Um Festival em crescimento
A ideia do Festival das Companhias surgiu em 2005, na sequência dos contactos que vinham sendo estabelecidos entre estas seis companhias, organizadas informalmente numa Plataforma de debate, intercâmbio e colaboração. Para além de potenciar o conhecimento do trabalho que as suas congéneres vão realizando (objectivo a que estas seis companhias continuam a atribuir a maior importância), ele permite, de acordo com a lógica de rotatividade que vem seguindo, que as companhias de cada cidade apresentem aos seus públicos, de uma forma organizada, os espectáculos das estruturas de criação que com elas partilham este projecto.
Entre Faro (2005), Braga (2008) e agora Montemuro, o modelo do Festival tem vindo a ser aperfeiçoado, nomeadamente com a introdução de iniciativas paralelas à apresentação dos espectáculos, quer no âmbito da formação, quer aproveitando estas oportunidades para suscitar momentos de reflexão sobre áreas directamente relacionadas com o trabalho dos grupos – ao nível artístico e em matéria de política cultural. Simultaneamente, tem vindo a ser aumentado o tempo de encontro efectivo entre os diversos elementos que compõem cada companhia, de modo a fomentar um verdadeiro entrosamento entre os grupos. É por isso que todos os grupos tentam permanecer no local do Festival o maior tempo possível e com o maior número possível de pessoas – assim podem assistir aos espectáculos, mas também conhecer os colegas dos outros grupos com quem, ao longo do ano, vão comunicando e colaborando apenas à distância ou nos vários intercâmbios bilaterais estabelecidos entre estas companhias.

O conceito de “companhia”
Na origem do trabalho conjunto desenvolvido por estes grupos está a consciência partilhada por todos de  que vale a pena, independentemente das diferenças estéticas que as caracterizam e que são mutuamente respeitadas, valorizar os múltiplos aspectos que as unem, decorrentes de duas marcas fundamentais: são companhias de teatro, com vários anos de existência tão estável quanto isso é possível na actual conjuntura nacional; e estão sediadas fora de Lisboa e Porto, assegurando uma significativa representatividade do chamado “resto do país” (num eixo que vai do Minho ao Algarve, passando pelo interior do território continental, e que cobre algumas das principais cidades médias portuguesas, como Braga, Coimbra, Covilhã, Évora e Faro).
Une-as igualmente a constatação que fazem dos contributos que têm dado para o desenvolvimento cultural das cidades onde estão sediadas. Mesmo apenas em termos quantitativos, será fácil somar o número de espectáculos anualmente apresentados por estes grupos (seguramente mais de 600), o número de espectadores que tiram partido destes espectáculos, bem como as acções de formação, as edições, as iniciativas para e com as escolas, os festivais e acolhimentos que organizam, o número de colaboradores que empregam, os jovens profissionais a quem dão oportunidades, os espaços que construíram, adquiriram e colocaram a funcionar e cuja existência se justifica, em larga medida, pelo trabalho que têm desenvolvido.

Contra o desconhecimento
Une-as também, contudo, a certeza de que estes seus contributos continuam a ser ignorados pela Administração Central, cujos discursos “descentralizadores”, permanentemente contrariados por práticas centralistas, assentam num profundo desconhecimento sobre o que acontece no terreno e ignoram as especificidades do trabalho realizado longe dos centros de decisão política, económica e mediática.
Em contra-corrente com o balanço extremamente positivo que dele fazemos do ponto de vista do fortalecimento das relações entre as companhias, esta edição do Festival é, em si mesma, um exemplo dessa desconsideração pelo nosso trabalho. Quando, no verão passado, denunciámos publicamente a ausência de discussão pública sobre a alteração às normas do financimento público da criação artística, a DGArtes comprometeu-se a debater connosco e com outras estruturas a temática da descentralização, ainda que apenas depois de concluído o processo dos concursos que teriam que entrar em funcionamento rapidamente. Foi precisamente isso que quisemos fazer, no âmbito do Festival, convidando a DGArtes para estar presente no debate que organizámos e que foi aberto a todas as estruturas de criação do país. A representação oficial deste organismo foi sendo delegada em postos inferiores da hierarquia até acabar por não existir, o que consideramos inaceitável.

Recomendações
Também por isso, consideramos útil tornar públicas, após o encerramento dos trabalhos, as principais conclusões a que chegámos em conjunto, apresentando-as como recomendações aos vários decisores políticos envolvidos na definição e na concretização de políticas culturais em Portugal:

1. Retomar a discussão com os agentes culturais sobre o modelo de financiamento público às artes (abruptamente interrompida pelo actual Governo na segunda metade do seu mandato) a partir do quadro normativo aprovado pelo mesmo Governo nos seus dois primeiros anos e que nunca chegou a entrar em vigor;

2. Cumprir o programa de Governo no que respeita à dotação orçamental do Ministério da Cultura, aproximando-nos (e não afastando-nos, como tem vindo a acontecer) do 1% do Orçamento Geral do Estado;

3. Cumprir o programa de Governo no que diz respeito à separação entre apoios à criação e apoios à programação, em nome da clareza e da eficácia do investimento público;

4. Diferenciar de forma clara o apoio a estruturas de criação dos apoios a projectos pontuais e a novos criadores, o que implica a definição objectiva do conceito de “companhia” e a quantificação realista dos custos decorrentes da sua actividade regular e das obrigações legais a que estão sujeitas (encargos com pessoal, Segurança Social, Finanças, gestão de espaços, etc.);

5. Racionalizar os financiamentos públicos, valorizando as estruturas que melhores condições têm para cumprir o seu papel de serviço público, dotando-as de meios para que efectivamente o possam cumprir e de modo a que possam ser justamente avaliadas e seriamente responsabilizadas;

6. Clarificar os papéis dos diferentes níveis da Administração Pública, nomeadamente na articulação entre a Administração Central, as autarquias e as estruturas intermédias de governação (Direcções Regionais de Cultura, Direcções Regionais de Educação, Comissões de Coordenação e Desenvolvimento) na gestão da política cultural. Promover activamente as indispensáveis complementaridades – até aqui, as companhias têm sido quase sempre deixadas sozinhas no papel de ponte entre estes diferentes níveis de decisão ou mesmo, nos piores mas frequentes casos, utilizadas como arma de arremesso entre cada um deles.

7. Envolver a Administração Central, as autarquias e as estruturas de criação numa análise séria das condições que os espaços teatrais do país oferecem para a criação e a apresentação de espectáculos. O Auditório de Castro Daire é um exemplo, entre tantos outros casos que conhecemos bem, de um equipamento em que pequenas e baratas intervenções poderiam melhorar substancialmente a funcionalidade dos espaços e a fruição por parte do público;
Coimbra, 2010
Realizado este ano sem qualquer apoio financeiro por parte do Ministério da Cultura, o III Festival das Companhias foi por elas suportado em grande parte – os apoios das autarquias de Lamego e Castro Daire e os patrocínios conseguidos não cobrem nem metade do orçamento. A importância e a singularidade do evento justificariam também outra atenção do Estado. Reivindicamo-la a partir de hoje já para a próxima edição, que terá lugar durante o ano de 2010, segundo decisão unânime, em Coimbra, com organização d’A Escola da Noite.

Campo Benfeito, 14 de Junho de 2009.

A Escola da Noite – Grupo de Teatro de Coimbra
ACTA – Companhia de Teatro do Algarve
Centro Dramático de Évora
Companhia de Teatro de Braga
Teatro das Beiras
Teatro de Montemuro

III Festival das Companhias Descentralizadas

 O III Festival das Companhias Descentralizadas realiza-se de 10 a 14 de Junho, nas localidades de Campo Benfeito, Castro Daire e Lamego, com a participação do Teatro das Beiras a 13 de Junho, às 21:30 em Lamego, no Teatro Ribeiro da Conceição.

Esta ideia de Festival assenta na base da partilha, troca de experiências e formas de trabalho em todas as áreas inerentes à criação artística. A permanência do maior número possível de elementos de todas as estruturas é um dos pontos de referência deste encontro.

O programa inclui a apresentação de seis espectáculos, um por cada companhia: A Escola da Noite – Grupo de Teatro de Coimbra, ACTA – Companhia de Teatro do Algarve, Centro Dramático de Évora, Companhia de Teatro de Braga, Teatro das Beiras e Teatro de Montemuro. Paralelamente, estão agendados um workshop de escrita criativa, dirigido por Abel Neves, um debate sobre “Teatro na descentralização” e uma mesa-redonda subordinada ao tema “O teatro como ferramenta de trabalho com os jovens”.

A Plataforma das Companhias existe desde 2004. Para além dos festivais, publicou já um primeiro número do “Jornal das Companhias” (2005), tem permitido a troca regular de espectáculos entre as companhias que a integram e potenciado diversas co-produções entre estes grupos. Em Agosto e Setembro do ano passado, no âmbito do processo de alteração do quadro que regulamenta o financiamento público à criação artística, foram divulgadas duas posições públicas em nome colectivo.

A nossa localização geográfica, a desertificação e as limitações de espaços físicos, levaram-nos a procurar parceiros que colaboram com esta ideia e acolheram algumas das iniciativas. O Teatro Ribeiro Conceição em Lamego, o Auditório Municipal do Centro Municipal de Cultura de Castro Daire e o Hotel Montemuro reagiram de imediato e entusiasticamente à proposta e são neste momento, paralelamente ao Espaço Montemuro, ponto de passagem do festival o que revela a importância e sensibilidade atribuída e tão necessária para uma politica cultural integrada com várias instituições locais, para um desenvolvimento equilibrado de um país que ainda circula em várias velocidades.

 

Programa

10 a 14 de Junho de 2009

Dia 10 de Junho (4.ª feira)

21h30“Presos por uma corrente de Ar” – ESTREIA Teatro do Montemuro – Espaço Montemuro

Dia 11 de Junho (5.ª Feira)

16h – Teatro Ribeiro da Conceição

Workshop de Escrita Criativa por Abel Neves

21h30 – “Bonecos e Farelos” – A Escola da Noite – Teatro Ribeiro da Conceição

Dia 12 de Junho (6.ª feira)

16h – Debate “A Criação Na Descentralização” – Espaço Montemuro

21h30 –“Memórias de Branca Dias” – Cendrev – Auditório Municipal de Cultura de Castro Daire

Dia 13 de Junho (sábado)

16h – Biblioteca Municipal de Cultura

Mesa Redonda “O Teatro como ferramenta no trabalho com grupos de jovens

21h30 – “Hotel de Província” – Teatro das Beiras - Teatro Ribeiro da Conceição ( Lamego)

Encenador: Gil Salgueiro Nave

Cenografia e figurinos: Luís Mouro

Interpretação: Fernando Landeira, João Ventura, Luís Campião, Rui Raposo Costa, Sónia Botelho e Teresa Baguinho

Fotografia: João Antão

21h30 – “Concerto à la Carte” – Companhia de Teatro de Braga – Auditório Municipal de Castro Daire

Dia 14 de Junho (Domingo)

A Companhia de Teatro do Algarve

16h – “ Auto da Índia” – Espaço Montemuro

17h30 – FESTA de Encerramento

“Catavento” de regresso

catavento1_compApós o sucesso alcançado, o ano passado, com o espectáculo para o ar livre “Catavento”, o Teatro das Beiras recupera o espectáculo para o Verão de 2009. A primeira apresentação deste ano acontecerá em Mira, no Jardim do Visconde às 10:00, sexta-feira, dia 5 de Junho, numa organização do Município de Mira.

Entre a mitologia e a ciência, Catavento relata de uma forma popular e enérgica, brejeira até, o conflito entre o velho e o novo, o tradicional e o inovador, o antigo e o moderno, com toda a força de um choque frontal. À primeira vista, nada sugere ao Engenheiro, que esta pequena mulher, enrugada e de maneiras mansas, representa o maior obstáculo do que qualquer um dos serranos, que lhe venderam, doaram, alugaram pedaços de montanha, rochosas e inférteis, para a implantação da mais alta das tecnologias, para a vitória rompante da energia eólica. Mas engana-se… O que se segue é uma batalha titânica. Desde David e Golias que não se via um confronto desta envergadura. Toda a temerosa força do poder multinacional, contra a frágil individualidade de uma só mulher em fim de vida… E acabada a história, o que fica para a posteridade? Só o tempo e o vento nos saberão dizer. E estes, ao contrário de muita gente, sabem muito bem guardar segredo…

 

Encenação de Graeme Pulleyn
Cenografia: Kevin Plumb
Figurinos: Helen Ainsworth
Interpretação: Fernando Landeira, João Ventura, Sónia Botelho e Teresa Baguinho

 

Info Junho ‘09

newsletter-junho

Digressão Teatro das Beiras

29 de Maio,às 21:30, no Teatro Miguel Franco em Leiria apresentamos “Hotel de Província” e a 30 de Maio, “LOL.POP” na Casa do Povo de Mira às 21:30.

Folha de Sala_comprimidaLOlpop_cartaz_final_comprimido

“A.V.C.”, 23 de Maio às 21:30

jangadaAVCUma Companhia de teatro encontra-se em conflito quanto ao caminho artístico a seguir. Dois dos seus elementos desejam teatro clássico, apoiado num reportório de qualidade. Outros dois desejam mais contemporaneidade, fazendo textos não necessariamente teatrais. Nenhuma das facções parece ceder.

Texto e Encenação: Fernando Moreira
Assistência de Encenação: Vítor Fernandes
Interpretação: Faria Martins, Luiz Oliveira, Patricia Ferreira e Xico Alves
Música: Alberto Fernandes

“circOnferências” no Auditório do Teatro das Beiras

Ilda Teixeira e Pompeu José
Ilda Teixeira e Pompeu José

Um casal utiliza meios audiovisuais rudimentares para expor oralmente a explicação de quatro versos, no caso dele, e uma mensagem de perigo eminente no caso dela. Ela é assistente na conferência dele. Ele é o marido na narrativa dela. “circOnferências” nasce assim da releitura dos textos propostos tornando-os uma conversa com o público de um casal de conferencistas possivelmente militantes do alertar de consciências e do provocar da reflexão (em pelo menos um dos espectadores presentes em cada uma das sessões). O espectáculo é o resultado final, não só da criação teatral realizada a partir dos monólogos, mas também da aprendizagem efectuada nos projectos anteriores. Foram exploradas novas relações dos textos e dos actores com o espaço cénico, com a luz e com o público.